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Começar a vida em outro país

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Começar a vida em outro país requer muita coragem. Coragem para tomar a decisão e, depois de tomada, coragem para começar a se adaptar a todas as mudanças que virão pela frente. É renunciar ao trabalho e a todos os amigos que você conquistou ao longo dos anos em seu país. É começar a se desfazer de seus pertences: móveis, roupas, objetos e tantas outras coisas que fizeram parte da sua história. Mas, acima de tudo, é renunciar ao sentido de pertencimento. É deixar para trás uma reputação construída ao longo dos anos e, muitas vezes, uma posição reconhecida. É abrir mão de algo muito valioso: aqueles amigos que nos ouvem, que conhecem nossa história, que compartilham nossas confidências e que estão presentes nos momentos de crise. É também deixar para trás a família, onde encontramos aquela sensação de afirmação, segurança e confiança. Colocar toda uma vida dentro de algumas malas realmente não é fácil. É deixar para trás um sentimento de segurança e afirmação e partir para um lugar ond...

O que vemos? A beleza em meio ao caos ou caos em vez da beleza?

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O belo ou o caos? O que decidimos ver? O que vemos quando olhamos para uma situação, para um lugar ou para uma pessoa? Vemos a beleza em meio ao caos ou permitimos que o caos esconda toda a beleza que existe? Lembro-me de quando estive no deserto do Atacama , no norte do Chile. Uau! Depois de tantos anos de vida, nunca tinha visto tanta sequidão. Chuva? Nem na imaginação! Mas, mesmo diante de um cenário tão árido, encontrei beleza. Encontrei beleza em um povo acolhedor, em praias de cenários maravilhosos e, principalmente, em tantas flores no meio do deserto que era difícil imaginar como conseguiam sobreviver sem experimentar, por longos períodos, as águas da chuva. A vida, de alguma maneira, insistia em florescer. Também encontrei beleza em um cenário completamente diferente: uma região marcada pela guerra urbana, em uma das comunidades mais perigosas do Rio de Janeiro. Ali, vi crianças brincando e acreditando que aquele "mundo", entre tiroteios e drogas, era simplesmente n...

Ate quem cuida precisa ser cuidado, quem reparte precisa receber.

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  Eu não sei você, mas sou o tipo de pessoa que valoriza muito as amizades. Sabe aquela pessoa que, de alguma maneira, procura facilitar a vida dos outros? Sou eu! Talvez por trabalhar diretamente com pessoas ao longo dos últimos 23 anos, aprendi a conhecer um pouco mais de perto suas fortalezas, necessidades e também suas debilidades. E, quando nos permitimos ser conhecidos, também mostramos quem somos: nossas fortalezas, nossas fragilidades e, acima de tudo, o nosso caráter. Às vezes, porém, em momentos de vulnerabilidade, nos tornamos mais sensíveis. E chega um determinado momento da vida em que começamos a perceber o quanto nos doamos por algumas pessoas e, infelizmente, nem sempre encontramos a mesma disposição do outro lado. Eu sei que não devemos esperar que aquela pessoa que está ao nosso lado — seja em um ambiente familiar, profissional ou de amizade — faça por nós exatamente aquilo que fazemos por ela. Mas, lá no fundinho do coração, esperamos. Esperamos uma resposta. Esp...